quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Valor da Gratidão

O Valor da Gratidão

Amir e Farid eram dois mercadores árabes muito amigos. Sempre viajavam juntos, cada qual com seus camelos, mercadorias, escravos e empregados.
Numa das viagens em que o calor se apresentava abrasador, pararam as margens de um grande rio. Farid resolveu tomar um banho e para isso mergulhou nas águas caudalosas. Fosse porque se distraísse ou porque não se apercebesse, acabou sendo arrastado pela correnteza do rio. Amir, pressentindo o risco que corria o amigo, atirou-se no rio e o salvou, embora com esforço.
Muito agradecido, Farid chamou um dos seus escravos e lhe ordenou que escrevesse numa pedra próxima, em letras grandes e profundas: "aqui, com risco de perder sua própria vida, Amir salvou o seu amigo Farid."
A viagem prosseguiu. Os negócios se realizaram e no retorno, pararam no mesmo local para um descanso rápido. Começando a conversar, iniciaram uma discussão por divergência de opiniões. Com os ânimos acirrados, Amir esbofeteou Farid.
Então Farid se aproximou da margem do rio, escolheu uma pequena vara e escreveu na areia: "aqui, por motivos tolos, Amir esbofeteou Farid."
O escravo que escrevera na rocha a frase anterior, ficou intrigado e perguntou:
"senhor, quando fostes salvo, mandastes gravar o feito numa pedra. Agora escreveis na areia a ofensa recebida. Por que agis assim?"
Farid largou a vara , olhou o escravo e respondeu: "os atos de bondade, de amor e de abnegação devem ser gravados na rocha para que todos os que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los.
Porém, quando recebermos uma ofensa, devemos escrevê-la na areia, bem perto das águas, para que seja por elas levada. Assim procedendo, ninguém tomará conhecimento dela. E, acima de tudo, para que qualquer mágoa desapareça de pronto do nosso coração."
Fonte: "Correio fraterno do abc", jan/97

Escolher histórias para contar nos eventos não é nada fácil, depende do grupo, do ambiente e do clima espiritual estabelecido no momento(calmo,agitado,equilibrado,tenso,etc).
Toda vez que estava com os mestres profº Valter de Sousa e Antenor Aguiar, eu perguntava:
Qual história eu conto?
Eles sempre respondiam com sabedoria:
- A história que seu coração mandar!
Assim eu fazia e sempre deu certo.
Hoje meu coração mandou postar esta história em gratidão a todos que me ajudaram e ajudam.
Deus abençoe e ilumine aqueles que sabem o valor da gratidão.
Abraços

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