terça-feira, 30 de julho de 2013

Mercado Central

Hoje comprando verduras no Mercado Central a dona da banca chamou minha atenção para uma transeunte que estava  surripiando outras bancas (levava um pimentão,uma chuchu,cenoura,tomate),fazendo a feira. A vendedora comentou que elas moravam no mesmo Bairro e que não tinha pena, pois ela não procurava trabalho, vivia assim, ela e  o marido,ou pedindo ou se tivesse oportunidade ”se aproveitando da distração dos vendedores.”
A dona começou a contar um pouco da sua vida:
- Moça eu levanto antes das cinco da manhã e trabalho de domingo a domingo. Criei meus filhos  sozinha; fui abandonada pelo marido com uma menina de  dois anos e o menino com cinco anos.Crie os dois ,nunca roubei e nem pedir nada a ninguém. A menina já se formou e graças a Deus e os dois estão trabalhando. Tem coisa que a gente não deve ter pena.
Contei-lhe sobre meu pai e nossa dificuldades para encontrar alguém para trabalhar, que tem muita gente preguiçosa e que realmente tem coisas que a gente tem que avaliar e ver se realmente deve ajudar.
Fiquei pensando sobre o assunto e pensando nestes que se formaram na arte de roubar, de onde vem à culpa? Coitados, roubam tão pouco, se acham talvez espertos, como todos que roubam. Se a gente vive em um pais de tantos “ladrões”,de tanta corrupção, de desvios de verbas de tantos setores que dariam dignidade e suporte a todos os cidadãos,como condenar uma coitada ,também vitima desse sistema nefasto que vivemos?
Será culpa da  família que está delegando tudo pra SENHORA MÃE TELEVISÃO com seus convites para transgressão, para sua fabrica de ladrões?
 Talvez eu queira justificar um erro, como diz meu filho, que tenho mania de achar culpa em tudo , no sistema,em questões sociais,na vida,nos pais,criação e esqueço que todo mundo sabe o que é certo e errado. Quem sabe ele tem razão e William Shakespeare também  "Muitas vezes, nossa maneira de justificar um erro agrava o erro."

Mais ainda vou procurar culpados para todas as mazelas e traquinagens, é meu jeito de ser e pensar. Não é a toa que gosto tanto de ler e observar a vida; talvez um dia eu aceite que a vida é esse palco de ilusões com alegrias e tristezas ,  que tudo faz parte do nosso crescimento,da nossa evolução, da lei universal de Deus.

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