sexta-feira, 22 de maio de 2015

Somos contadores de histórias- Grupo Hannah

                            "A humanidade precisa tanto de histórias quanto de pão".

                                              Biblioteca Publica Epifânio Dória

                                             Casa do contador de histórias

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O poder da música sobre as emoções

Sou apaixonada por teatro, cinema, livros, contação de histórias, mas de todas as artes a música é ecumênica, universal, é a arte que toca todas as pessoas, independente de raça, credos e status social.
Ontem 11 de maio de 2015 no teatro Tobias Barreto, antes do espetáculo Os Melhores do Mundo, estava tocando músicas bregas e eu comecei a lembrar do meu falecido irmão sendo acometida por sentimentos de saudades, fui segurando o choro e pensando “diabo de teatro que tinha que tocar essas músicas,que droga.Segura o choro Telma,senão você incomoda a diversão dos outros. “E tive que segurar.
Hoje fazendo o serviço doméstico toca no rádio a música de Chico Buarque “A Banda” que me lembrou de minha  tia Maroca(falecida).Certa vez estava com minha tia quando passou pela Rua Pedro Homem da Costa  a banda do Colégio João Nascimento e tocavam por coincidência a música “A banda’.
Tia foi para a varanda, encostou a cabeça na grade e ficou distraída em estado de encantamento. Quando a banda passou ela se dirigiu a mim com lágrimas rolando pelo rosto e falou embargada: “Sabe ,minha filha,meu sonho de menina era estudar e desfilar numa banda,é a coisa mais linda do mundo que eu acho,chego fico arrepiada  de tanta emoção.”
Abracei tia e ficamos conversando sobre o passado e o porquê que ela não pode estudar e as dificuldades que existiam na sua época.
Naquele momento que a banda passou tia Maroca foi despertada,transportada para sua infância através da música e aquele singelo momento trouxe de volta o olhar  deslumbrante da Maroca menina, Maroca criança que  tinha o grande sonho de estudar e desfilar numa banda.
E para confirmar sobre a universalidade e o poder que a música exerce sobre todos nós,concluo o texto  com o pensamento de  grandes filósofos: “Sem a música, a vida seria um erro.” Friedrich Nietzsche
“Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá.” Samuel Howe
A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.










domingo, 3 de maio de 2015

Conversando com um mendigo

No centro Cívico de Curitiba minha amiga Fátima entrou no BB e eu fiquei a esperando na porta com as compras. Um mendigo de cor  negra (é raro vê um negro em Curitiba, fato que nos chamou a atenção) que estava encostado do lado do Banco, me fez um pedido:
- Moça, por favor, estou com fome, pague meu almoço.
Respondi: Bom, só tenho quatro reais, terminei de gastar todo meu dinheiro. Dá para você tomar um café com pão.
- Moça, estou com muita fome,tenho fome de almoço.
- Bom, tenho umas moedas, deixe ver quanto tenho. Pronto tenho mais dois. Então você fica com seis; ontem almocei aqui perto e o prato feito é apenas 10 reais e 50 centavos.
- Deus abençoe! Você é turista?
- Sou, como você adivinhou?
- É que o povo daqui nunca iria parar para conversar com um mendigo.
- E você é daqui?
- Não, sou de Joinville.
- Bonita sua cidade.
- É sim. E você é de onde?
- De Aracaju? Sergipe. Também é uma cidade bonita.
- Sabia que você é muito bonita?
Respondo: obrigada.
Ele continua: além de bonita você tem um bom coração. Você é um belo ser humano, você tem caridade e amor ao próximo. Não sou adivinho, mas Deus me deu psicologia para enxergar além da aparência. Você não vai morrer tão cedo, pois ainda tem coisas belas para realizar.
- Obrigada pelo elogio e pela mensagem.
- Não foi elogio. Foi sinceridade do meu coração. Você é de qual religião?
Respondo: - Não tenho religião. Frequento todas.
Ele sorriu e disse que eu era muito sábia,que Deus está em todo lugar.
Minha amiga Fátima sai do Banco e eu me despeço do mendigo. Tive vontade de dar-lhe um abraço, pois ele me fez lembrar meu irmão e meu amigo Zé Carlos que por causa do vicio do álcool  podiam ter se tornado mendigos e se jogado mundo afora. Mas fique reprimida, sorri pra ele e disse-lhe “Deus te abençoe!”
Assim nos despedimos e apesar de toda beleza da cidade de Curitiba e do encantamento de participar do curso da Casa do Contador de histórias,este foi um momento especial, de rara sinceridade e sensibilidade, como diz o pensamento de autor desconhecido “Algumas pessoas vêm a nossas vidas da mesma forma que vão, tão rápido. Algumas vêm e ficam por um tempo, e quando vão deixam pegadas em nossos corações.”