quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo para o querido Grupo Prosarte!

Prosarte um grupo criado em 2004 atuando em creches, asilos, bibliotecas,escolas e hospitais,e que tem como retorno a satisfação de servir aos menos favorecidos, que não têm recursos e disponibilidades físicas de frequentar teatros e locais que incentivam a leitura e a arte.
Prosarte- Prosa e Arte que merece meus aplausos e carinho por essa longa caminhada dentro do Hospital HUSE levando amor e alegria para aqueles que vivem momentos de grande vulnerabilidade.
E assim represento o Prosarte nas palavras da Madre Tereza de Calcultá:
“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.” 
Viva o Prosarte! 
Viva o seu maior incentivador o escritor José Antenor Aguiar!
E viva todos que fizeram e fazem parte do Grupo Prosarte!
A todos o meu sincero abraço e votos de um Feliz Ano Novo com novas histórias, saúde e solidariedade!
Nota: Através da Lei 4.039, também de autoria de Elber Batalha, ficou instituído com de utilidade pública o grupo Prosarte de Contadores de História. O grupo foi criado em 2004 e iniciou suas atividades atuando com voluntários inicialmente em creches.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016-Fotos registros

2016,  Graças a Deus e aos bons fluidos, foi  bastante positivo,tanto na área de escritora,como também na arte de contar histórias desenvolvendo o  meu trabalho voluntario e remunerado.
Que 2017 nos traga Ventos de bons fluidos e novas bênçãos, mas se a  tempestade vier que tenhamos forças para enfrentar com fé e resiliência.  Amém!
Muito obrigada a todos que torcem por mim, e àqueles que não me valorizam, só me servem de estímulos  para que eu me fortaleça e continue investindo no que eu acredito e também  é  do saber humano que nem Jesus agradou a todos. Então por que nós, simples  viventes, temos que ter a pretensão de sermos melhor do que o Mestre  dos Mestres?

        Paz e luz  no ano de 2017 para todos os irmãos terráqueos e espirituais!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Um momento especial no HUSE


Um momento especial do Grupo Prosarte no HUSE (Hospital  de Urgência  de  Sergipe) é a interação de musicas de domínio popular com todos os participantes: crianças,acompanhantes e o profissional da área.
Desde as primeiras experiências de incluir a música infantil com a arte de contar histórias percebemos  que havia uma resposta positiva a respeito dessa atividade onde todos se dinamizavam ,se identificavam e se engajavam estimulando a mente,o corpo,a voz e a escuta.
Realmente concordo  com a opinião popular quando diz que musica é a  arte universal  e parafraseando a cantora Simony  “Quem não gosta de música (De samba), bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé.”
Músicas que apresentamos que serve como dica para o momento de introdução na hora da contação de histórias:
Atirei o pau no gato
O sapo não lava o pé
O cravo brigou com a Rosa
Escravo de Jó
Terezinha de Jesus
Linda Rosa Juvenil
A canoa virou
Ciranda,cirandinha
E a que faz mais sucesso e participação total com gestos e ritmos:
“Meu pintinho amarelinho
Cabe aqui na minha mão (na minha mão).
Quando quer comer bichinhos,
Com seus pezinhos ele cisca o chão.
Ele bate as asas, ele faz "piu-piu!",
Mas tem muito medo é do gavião.”






sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Espertos esses animais!


Dezessete dias de cuidados com Max e já estou hiper...super, mega cansada...
Há trinta anos atrás a minha vó Julia tinha um gato, um cão, um papagaio e um periquito,cuidava muito bem de todos,mas naquela época os animais não sabiam que podiam ser tratados como gente e hoje eles sabem...E antes era tudo mais fácil...Cachorro era cachorro e gente era gente.
Acredito que algum defensor dos animais incutiu na mente deles que eles eram filhos de Deus e assim deveriam ser tratados como tal. Espertos esses animais quando acreditaram que mereciam o melhor.
O ruim seria lhes tivessem induzidos a pensarem como ratos. Coittados! Ao invés de estarem em caminhas, colchonetes, tendo bolos e festas, eles estariam sendo as cobaias preferidas dos laboratórios. Isso mesmo, pensar como rato vira rato e quem pensa que é melhor do que um rato com certeza será tratado como tal,assim nos ensina a filosofia do pensamento positivo e do Sucesso “Se você pensa que é um derrotado, você será derrotado. Se não pensar “quero a qualquer custo!” Não conseguirá nada.”
E para acrescentar a minha reflexão,nós humanos, podíamos seguir esse maravilhoso ensinamento valorizando a nossa vida e não deixarmos sermos tratados como os ratos.E acredito que os políticos pensam que somos ratos...
E viva os animais que conquistaram seu espaço social e médico para garantir uma boa estadia neste breve planeta e ainda conquistaram o excelente titulo de “Melhor Amigo do Homem”!
Hulalá!!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Somos todos contadores de histórias

O Fantástico Mundo da Arte de Contar Histórias está à venda nas livrarias:
Dom Bosco, Escariz e Shopping  do Estudante.
Agradeço de coração a todos que valorizam e incentivam o meu trabalho.
Deus nos abençoe!



O caldeirão do ódio


quinta-feira, 19 de maio de 2016

O Fantástico Mundo da Arte de Contar Histórias-Lançamento

Apesar da chuva o  lançamento aconteceu no dia 15 de maio no Parque da Sementeira com o apoio de amigos contadores de histórias e amigos íntimos. Foi lindo,interativo e criativo do jeito que a nossa arte nos permite. Viva o livro e a arte de contar histórias!

 Presença de : Betânia Aragão,Tom,Nailde Santana,Cristiano Gomes,Adilma Pinto e Gilda Costa

O Fantástico Mundo da Arte de Contar histórias

O livro “O Fantástico Mundo da Arte de Contar Histórias” surgiu da necessidade de partilhar com todos que apreciam essa arte um pouco da minha história e também do meu trabalho com o Grupo Hannah e Prosarte e da minha experiência no HUSE (Hospital de Urgência de Sergipe).
O livro está bastante interessante com dicas de histórias maravilhosas, como a história do Compadre Besta e o Compadre Sabido que me foi contada por minha mãe e que até hoje não vi e nem li em lugar nenhum e que agora vai fazer parte do repertório de vários contadores de histórias e professores.
Quem quiser apreciar o livro estará à venda na Livraria Dom Bosco e Escariz.
Um pouco do contexto do livro:
“... É importante lembrar que existem histórias que podem ser adaptadas para qualquer idade, como é o caso da “Vaidosa Lolita” ou da “Dona Baratinha”, da “Eu tropeço e não desisto” e, de minha autoria “Sementinha de Abóbora”. Isso você vai descobrindo com a sua experiência e a receptividade do público em relação à história contada.
Dicas do contador de histórias Rogério Bellini (Paulinas) para começar e concluir histórias. Tive a honra de participar de um curso oferecido pela Biblioteca Clodomir Silva, que tinha Bellini como ministrante, foi excelente.
EXPRESSÕES QUE ATRAEM A ATENÇÃO
Era uma vez...
Vivia, séculos atrás, uma comunidade de cristãos... Havia, uma vez...
Contam que...
Conta-se que, antigamente...
No tempo em que os animais falavam... Naquele tempo...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

EU NÃO PEDI PARA NASCER MAMÃE…

EU NÃO PEDI PARA NASCER MAMÃE…


Certa vez uma mãe já bastante doente e cansada pressentindo que suas forças estavam no fim, falou para seu filho, de 35 anos que nunca havia trabalhado e era sustentado por ela.
– Filho procure um trabalho para que você tenha como sobreviver depois que eu me for definitivamente.
– Mamãe a senhora vai ter que me sustentar o resto de sua vida, porque eu não pedi para nascer – disse ele sorrindo ironicamente.
A mãe já bastante cansada e decepcionada com a resposta do filho disse:
– As flores não pediram para nascer, mesmo assim doam sua beleza e seus perfumes ao mundo, em troca de nada. As árvores doam frutos e sombra para alimentar e descanso de quem assim precisar.
– Nós seres  vivos “racionais” não pedimos para nascer meu filho, mas, por sermos humanos podemos trabalhar e estudar para vir a ajudar a construir um mundo melhor.
– Se você não tem capacidade para ajudar a construir um mundo melhor, pelo menos procure ajudar a você mesmo. Se não tem competência de fazer para sí, que é o mínimo, siga o exemplo de alguns seres irracionais como os elefantes, que quando não aguentam acompanhar a manada, por estarem  feridos ou muito velhos, se recolhem sozinhos para um lugar afastado e morrem, sem ser um peso para os demais.
– Filho reflita sobre isso e procure reagir positivamente pois você não está ferido nem velho. Quanto a mim, estou me afastando da manada. Boa sorte.
Autor desconhecido

sábado, 16 de janeiro de 2016

O contador de histórias




O contador de histórias

Yacoub era pobre, mas despreocupado e feliz, livre como um saltimbanco, sonhando sempre cada vez mais alto. Em boa verdade, estava apaixonado pelo mundo. Porém, o mundo à sua volta parecia-lhe sombrio, brutal, seco de coração, de alma obscura, e ele sofria com isso. «Como», perguntava-se, «fazer com que seja melhor? Como trazer à bondade estes tristes que vão e vêm sem olharem para os seus semelhantes?» Ruminava estas perguntas pelas ruas de Praga, a sua cidade, vagueando e saudando as pessoas que, no entanto, não lhe respondiam.
Ora, uma manhã, quando atravessava uma praça cheia de sol, teve uma ideia. «E se lhes contasse histórias?», pensou. «Assim, eu, que conheço o sabor do amor e da beleza, ajudá-los-ia certamente a encontrar a felicidade.» Pôs-se em cima de um banco e começou a falar. Os velhos, as mulheres e as crianças, admirados, pararam um momento a ouvi-lo, mas depois viraram-lhe as costas e prosseguiram o seu caminho.
Yacoub, achando que não podia mudar o mundo num dia, não perdeu a coragem. No dia seguinte voltou àquele mesmo lugar, e de novo lançou ao vento, com voz forte, as mais comoventes palavras. Outras pessoas pararam para o ouvir, mas em número menor do que na véspera. Alguns riram-se dele. Houve mesmo quem lhe chamasse louco, mas não quis prestar atenção. «As palavras que semeio germinarão.», pensou. «Um dia entrarão nos espíritos e acordá-los-ão. Tenho de falar, falar mais ainda.»
Teimou, pois, e dia após dia voltou à grande praça de Praga para falar ao mundo, contar maravilhas, oferecer aos seus semelhantes o amor que sentia. Todavia, os curiosos tornaram-‑se cada vez mais raros, desapareceram quase todos e, em breve, apenas falava para as nuvens, o vento e as silhuetas apressadas, que já só lhe lançavam uma olhadela de espanto à medida que passavam. No entanto, não desistiu.
Descobriu que não sabia nem desejava fazer outra coisa que não fosse contar as suas histórias, mesmo que estas não interessassem a ninguém. Começou a dizê-las de olhos fechados, pela única felicidade de as ouvir, sem se preocupar em ser ouvido. Sentiu-se bem e a partir dali só falava assim: de olhos fechados. As pessoas, temendo relacionar-se com as suas extravagâncias, deixaram-no só, com as suas histórias, e habituaram-se, assim que ouviam a sua voz lançada ao vento, a evitar a esquina da praça onde Yacoub se encontrava.
Assim, os anos foram passando. Ora, numa noite de Inverno, enquanto – sob um crepúsculo indiferente – contava um conto prodigioso, sentiu que alguém o puxava por uma manga. Abriu os olhos e viu uma criança, que, fazendo uma careta engraçada, lhe disse, esticando-se nas pontas dos pés:
— Não vês que ninguém te ouve, nunca te ouviu e jamais te ouvirá? O que te levou a viveres assim a vida?
— Estava louco de amor pelos meus semelhantes — respondeu Yacoub. — Foi por isso que, no tempo em que ainda não eras nascido, me veio o desejo de os tornar felizes.
O miúdo replicou:
— Pois bem, pobre louco, e eles são-no?
— Não — disse Yacoub, abanando a cabeça.
— Por que razão teimas então? — perguntou ternamente a criança, tomada de repentina piedade.
Yacoub reflectiu por instantes.
— Eu conto sempre, é claro, e contarei até morrer — disse. — Dantes, contava para mudar o mundo.
Calou-se; depois o seu olhar iluminou-se, e acrescentou:
— Hoje, conto para que o mundo não me mude, a mim.
Henri Gougaud
A Árvore dos Tesouros
Lisboa, Gradiva, 1988
Adaptação