quinta-feira, 7 de maio de 2020

O poeta Elísio Matos

Muito já se escreveu mas, na verdade, pouco se disse sobre a figura humana, inesquecível de Elísio de Matos, um dos intelectuais mais respeitados de Estância, neste século. Aqui ele nasceu e viveu durante sessenta e um anos. Aqui morrendo cumprindo sua missão na terra.
Pouco se disse sobre sua obra literária, principalmente como poeta estanciano e Sergipano dos bons. Voltado sempre para o pensamento e as coisas sérias da existência.
Elísio era um pensador, na melhor expressão da palavra. Como poeta, deixou extravasar sentimentos puros do coração; poetizava enquanto elaborava questionamentos, buscando, por vezes, ensejos mais nobres e mais altos do espírito.
Conhecia a vida em profundidade, para um homem do interior. Inteligente, buscador de verdade, não se deixou iludir pelas pompas e aparências efêmeras.
- A vida é porto, é passagem – dizia, consciente do seu próprio destino. E frisava:
- Daí a necessidade de vivermos de bem com a vida, aceitando todas as suas provações sem revoltas e sem mágoas, e, sobretudo, estabelecendo uma boa relação com Deus, para que a “irmã morte”, no dizer de Francisco de Assis, não nos pegue de surpresa.
Elísio poeta, cronista aplaudido, redator admirável, questionava a vida e o mundo, sem entender o porque de tantas provações. Mas ele, tão sincero e bom, espiritualista, aceitou as duras provas existenciais como etapas da sua própria evolução, em busca de uma vida melhor, aqui na terra como em “ outro plano”
Filósofo e mestre da melhor escola- a escola da vida- tinha contudo, plena consciência de que tudo se resume ao mandamento máximo de Jesus: “ o amor ao próximo como a si mesmo”, o bem vivido e praticado, na poética simplicidade de ser e de existir.
Elísio, autodidata, com enorme amor pelos livros e muita dedicação ao estudo, nunca em verdade parou de estudar e aprender: ele foi aluno e mestre de si mesmo.
Teve muitos e bons amigos, de todas as camadas sociais, ricos e pobres, intelectuais e iletrados. Escreveu centenas de boas crônicas, poesias, ensaios literários e um romance, que não chegou a concluir.
Certa vez, confessou a um colega de imprensa, que seu maior desejo era fundar um jornal cultural e continuar escrevendo coisas boas, passando a trabalhar somente pelo poder do espírito. O que mais lhe dava prazer era justamente o contato diário com os livros, escrevendo e servindo, na medida das suas possibilidades.Exemplo, para nossa juventude, de homem honesto e bem estudioso, ele nos deixou belas lições de vida, de amor vivido e praticado. Aprendendo sempre mais, para ser útil e servir melhor.
Mais do que merecida, portanto, esta homenagem ao vovô Elísio, como era carinhosamente chamado- figura tão querida e simpática em nossa terra, que dificilmente será esquecida.
(1988)

LIVRO CRÔNICAS DA VIDA- II

Daniel Fernandes Reis- pseudônimo Carlos Tadeu






sábado, 28 de março de 2020

Indicação para a honrada Academia Sergipana de Contadores de Histórias (ASCH).Gratidão

Tenho a alegria de comunicar aos amigos e leitores a minha indicação e aceitação para a honrada Academia Sergipana de Contadores de Histórias (ASCH).

Agradeço imensamente a Deus e a espiritualidade pela inspiração e força de vontade para ir atrás dos meus sonhos. Em especial aos meus filhos, minha família materna, paterna e conjugal; as crianças do condomínio Jardim das Hortências do ano 97 até 2000(Lívia, Laís, Jamille, Erick, Priscila, Danilde e Danila) e minha maior incentivadora Dr. Neuza Santana.

Gratidão a todos os professores pela paciência por saberem lidar com as minhas dificuldades de aprendizagem e sempre incentivar o meu encantamento para as atividades artísticas e em especial ao professor Valter de Sousa (SENAC).

Reconhecimento aos queridos amigos dos grupos Prosarte e Hannah e em especial ao mestre Antenor Aguiar e as amigas Adilma Pinto, Fátima Beatriz e Nailde Santana, amigas de muitos contos e histórias.

Sou grata também aos amigos das gráficas J. Andrade e Infographics pelo carinho e respeito ao meu trabalho de escritora infantil , em especial à querida revisora Marcia Lisboa (J. Andrade).

Minha gratidão aos queridos bibliotecários Neuda Pacheco, Monica Rocha, Claudia Stock, France Mabel, Marize Soares, Ivany Braz, Tarcísio Bruno, Luiza e Lu Bezerra (Huse) pelo incentivo, respeito e carinho.
Aos ilustradores Rodrigo Santana, Karina Santana, Nicolas Andrade, Lorena Moraes e Isaias Marinho por transmitir seus talentos e vida aos meus escritos, o meu muito obrigada.

Imensa gratidão as escolas que sempre me apoiaram ( Colégio Santa Chiara, Colégio criativo, COC, Liceu de Estudos Integrados; Colégio Espirito Santo, Tom e Jerry, Master, Modulo , Babylandia).

Por fim agradeço a todos aqueles que participaram dessa minha caminhada de 22 anos de publicações de livros e muitas histórias contadas e ouvidas. Amém!







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segunda-feira, 9 de março de 2020

Sementinha de Abobora -22 anos de histórias

Quero agradecer, de coração, o Colégio Babylândia por ter adotado o meu livro "Sementinha de Abóbora" para o ano 2020!
Como nos diz o célebre escritor Ziraldo “O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler...”
 "Ha extrema necessidade de jovens contadores de histórias, para que todo esse trabalho não desapareça.afinal, e infelizmente, eternas são somente as histórias." Julio Diniz -contador de histórias


quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Obrigada Jesus


Obrigada Jesus, por eu ter disciplinado minha mente e meu corpo para acordar antes das onze: Telma acorde, levante, vá fazer suas atividades, vá visitar suas tias, vá visitar os doentes, os solitários. Vá fazer alguma coisa útil. Vá atrás de patrocínio. Vá estudar, aprender, se reciclar.
Se eu acordasse depois das 11 horas eu nunca teria publicado meus livros, não tinha feito faculdade, pós-graduação. Não tinha feito mais de dez cursos no Senac onde conheci pessoas maravilhosas como professor Valter de Souza, que sempre foi solicito com minhas dificuldades e atendia todos meus telefonemas para me instruir e esclarecer as minhas dúvidas. No Senac com Valter de Souza fiz oratória, etiqueta social, secretária de escritórios e a arte de contar histórias, que vim a conhecer Antenor Aguiar, Adilma Pinto, Nailde Santana e Fatima Colares que até hoje são meus amigos e juntos fundamos o grupo Prosarte, que completou 15 anos de existência.
Se eu acordasse depois das 11 horas não teria tempo para visitar escolas, divulgar meus livros e meu trabalho. Não teria viajado com o Grupo Hannah no projeto Sergipe de Todos, não teria feito o CD “História não tem hora” que exigiu noves meses de ida ao estúdio para poder ser concluído. Obrigada amiga Adilma Pinto por ter acreditado e apoiado esse projeto ao qual nos dedicamos por mais de dois anos consecutivos em escolas , creches e também nos projetos da biblioteca Aglaê Fontes que nos trouxe a amizade e boa convivência com Cláudia Stock.
Eu sempre acreditei no ditos populares e um deles diz “Deus ajuda quem cedo madruga.” Mas esta é minha realidade para acordar antes das 11 horas, mas sei que há gente que acorda às cinco da manhã, que só pensa em si próprio e seus benefícios, mas também há gente que acorda depois das 11 e vive a vida de maneira útil e produtiva.
Não sei porque cito o horário da onze se acordo sempre as seis e meia, deve ser porque gosto da música Trem das Onze de Adoniran Barbosa “Se eu perder esse trem/
Que sai agora às onze horas /Só amanhã de manhã...”
E sempre também acreditei em outro dito que diz que o “amanhã pertence a Deus.”
Então, obrigada Jesus, por eu acordar antes das onzes porque se eu acordasse depois das onze eu não seria Telma costa contadora de histórias e escritora infantil com dezesseis títulos publicados.


Obrigada Jesus!

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Escritor Carlos Tadeu


Fui amiga do escritor Carlos Tadeu (Daniel Reis) por 17 anos e nos últimos anos o visitava assiduamente e também tive o prazer de ser responsável pela produção do seu último livro publicado com o apoio dos seus valorosos irmãos.

Foi difícil selecionar as crônicas, já que o meu nobre amigo, mesmo longe dos leitores e do cenário da nossa cidade Jardim, queria privilegiar as histórias e depoimentos que faziam parte de outros momentos e vivências que talvez não despertasse mais interesse. Consegui convencê-lo declarando sua universalidade: Tadeu você tem que ser universal. Você merece!

E realmente foi o que aconteceu. O livro “A Vida é um tremendo Mistério” foi bem acolhido e muitos que o compraram declararam que este era o seu livro de cabeceira.

Sinto muito a falta do meu amigo que esta semana completa cinco anos de partida para o plano espiritual.
Paz e luz para Carlos Tadeu e gratidão por todos os bons momentos e ensinamentos obtidos juntamente com meu bom amigo.








sexta-feira, 18 de outubro de 2019

CONTAR HISTÓRIAS É TAMBÉM FAZER ACONTECER

CONTAR HISTÓRIAS É TAMBÉM FAZER ACONTECER

Contar histórias é ser instrumento educativo.
Contar histórias é despertar prazer e alegria no contato com o mundo dos livros.
Contar histórias é uma maneira de conhecer novas pessoas e fazer novos amigos.

Com os contadores Adilma Pinto, Rogger e Marize Soares(Professores Master)
Contar histórias é despertar o gosto pela leitura.
Contar história é transmitir conhecimentos.
Contar histórias é uma forma de nos religar ao passado.
Porque a vida é um mundo repleto de histórias.
Realmente, é verdade: CONTAR HISTÓRIAS É FAZER ACONTECER. Vamos fazer acontecer?


sábado, 12 de outubro de 2019

Semana da Criança -2019

                                             Em Tobias Barreto com a turma da Maricota
                                         "São as crianças,que sem falar,
                                          nos ensinam as razões para viver.
                                          Elas não tem saberes a transmitir.
                                    No entanto elas sabem o essencial da vida."
                                                           Rubem Alves
                                                        
No Instituto Dom Fernando Gomes com a escritora Adilma Pinto e Estevão Colares(grupo Hannah)
Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.