sexta-feira, 13 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
História não tem hora
História não tem hora
“ A contação de histórias assume a responsabilidade de transmitir a memória coletiva, a qual está impregnada de um caráter extremamente prático e fiel a uma sabedoria que se mantém atual através dos anos, porque é resultado das mais variadas experiências de vida, com as quais as pessoas ainda se identificam. Ao conhecer o trabalho de Telma Costa e Adilma Pinto, que com tanto entusiasmo e dedicação encantam com suas contações de histórias, tive a certeza de que, esta arte da oralidade ainda estimula a sensibilidade e a imaginação das crianças, além de despertar para o gosto da leitura”.
Claudia Stocker
(Diretora da Biblioteca Pública Aglaé Fontes de Alencar)
Agradecemos de coração a todos que fizeram e fazem parte da nossa caminhada.
Alguns locais onde apresentamos o projeto do Cd História não tem hora
Excursão Étnico - Histórico -Terra dos Índios Xocós
Igreja Nova Aliança
Biblioteca Pública Epifânio Dória
Biblioteca Aglaé Fontes
Faculdade São Luiz de França
Colégio Coesi
Escola Parque de Sergipe
Centro Educacional Professor José Sebastião dos Santos
Colégio COC- São Paulo
Colégio Santa Chiara
Colégio Dom José Brandão de Castro
Colégio Liceu de Estudos Integrados
Colégio Espírito Santo
Escola Parque dos Faróis
Escola Renovar
Projeto Sergipe de Todos(Biblioteca Aglaé Fontes)
Creche Bem-me-quer
Lar Santa Zita
Cantinho da arte-UNIMED
Lar do Pequenino
Biblioteca Municipal Clodomir Silva
Pastoral dos idosos Igreja do Espírito Santo
Exposição Cultural de Maruim
II Encontro dos contadores de histórias de Sergipe
Escola Municipal Maria Givalda
Colégio Criativo
Colégio Estadual Dom Luciano
Colégio Estadual Rodrigues Dória
Escola Madre Tabernaculo (Estância)
Câmara Municipal de Estância
Biblioteca Municipal Mon. Senhor Silveira(Estância)
Escola Municipal de Educação Fundamental Alcebiades Melo Villas Boas
Espaço dos Cordelistas- Feira de Sergipe
Centro de Geriatria Dr. Abud
9ª Bienal do Livro - Bahia 2009
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Prosarte
Prosarte- uma história de amor e solidariedade
O que significa Prosarte?
A junção de Prosa + Arte
E para você o que significa o Prosarte?
Significa a grande possibilidade de doar-me ao outro.
Como surgiu e qual a finalidade do Grupo?
Surgiu quando do encerramento de um curso denominado “A arte de contar histórias”, o ministrante Profº Valter de Sousa sugeriu que a avaliação final do curso seria contarmos histórias em uma creche, o que fizemos muito bem, daí os membros do curso resolveu criar o Grupo Prosarte de Contadores de Histórias com a finalidade de levarmos está arte milenar a todos aqueles que queiram ouvir.
Quais os lugares onde o grupo se apresenta?
Nas creches, orfanatos, asilos, colégios públicos, bibliotecas públicas, hospitais, em fim, aonde queira nos ouvir.
Qual a influencia da arte de contar histórias para a formação de leitores?
Escutar ou ler histórias é o início da aprendizagem para ser um leitor e ser leitor é ter todo um caminho de descobertas e de compreensão do mundo, absolutamente infinito.
Existe diferença em o grupo atuar no hospital e em outros lugares?
Existe sim, pois cada local tem suas peculiaridades como: Espaço, público, faixa etária, finalidade, e que devem ser respeitados.
Quais os dias de apresentação do grupo no hospital e quantos integrantes atuam?
Toda terça-feira à tarde, contamos com dois à quatro voluntários.
É possível descrever experiências positivas ou negativas no ambiente hospitalar?
É possível sim! E são tantas positivas contra uma pequena quantidade negativa que daria para escrever um livro.
Na sua experiência a contação de histórias ajuda a humanizar o ambiente hospitalar?
Disso eu tenho certeza absoluta, e exemplos diversos que indicam essa mudança de hábitos e atitudes no sentido evolutivo de humanização.
Qual a importância da contação de histórias para o desenvolvimento da criança no hospital?
A história por si só exerce uma ação terapêutica, pois ela: acalenta, afaga, acaricia, tranqüiliza, humaniza, dá energia e forças para a caminhada, quer no hospital, ou em outros locais da convivência humana.
De que forma a sociedade pode ajudar o grupo?
O grupo é composto de pessoas que se propuseram a desenvolver essa atividade de forma voluntária. O que o grupo espera, é que haja um engajamento e disponibilidade maior dessa sociedade, nesse e em outros trabalhos voluntários.
Qual a mensagem que o senhor pode nos deixar como coordenador do grupo?
Sei que a hospitalização causa sofrimento e medo, afetando muitas vezes o emocional do paciente, do acompanhante e até de nós próprios. Mais sei também que a história é terapia e que procura criar maior aceitação do procedimento doloroso, no alívio da dor, da doença, dos procedimentos médicos, na humanização é no processo de cura do paciente.
É por tudo isso, que nós que compomos o grupo Prosarte de contadores de histórias, estamos nessa missão, de levarmos através de histórias o amor, a saúde e paz aos nossos irmãos em Cristo Jesus.
Obrigado pela oportunidade.
Aracaju- 2010
Nome: José Antenor Aguiar
Idade: 63 anos
Profissão: Contador de Histórias
Entrevista cedida pelo coordenador do grupo para o livro “ A vida é um grande Mistério” do escritor-jornalista Carlos Tadeu (Daniel Reis)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O sapo com medo d’água-versão
Há muito tempo atrás, na época em que os bichos falavam, existia um sapo muito velho
Que contou sua história para todos que queriam ouvir:
Existia perto da lagoa uma menina que era muito levada e malvada, todos temiam aquela menina.
Certo dia sua mãe estava dando faxina quando viu a menina de cabeça pra baixo na estante da sala. A mãe não aguentou:
- Menina, o que é isso? Você me mata de susto. Saí daqui, saí, vá pra lagoa brincar com os animais.
Coitado dos animais...
A menina chegou de mansinho, de mansinho, e viu o Sr Sapo.
A menina pensou: (Já sei, vou fazer malvadeza com o sapo)
E ela foi.
Subiu em cima do sapo e começo a gritar:
- Sapo feio, verde. Vou fazer malvadeza com você.
O sapo estava com medo, o coração disparando. Pra disfarçar ele cantou assim:
_Tô nem aí, Tô nem aí, Tô nem aí (ao ritmo de qualquer música popular)
A menina nem se assustou e disse assim:
- Além de feio, fala e não tá nem aí. Você vai ver.
A menina diz que vai jogar sal em cima dele.
O sapo canta:
_Tô nem aí, Tô nem aí, Tô nem aí.
A menina se zanga:
Vou amarrar você na árvore!!!!
O sapo canta:
_Tô nem aí, Tô nem aí, Tô nem aí.
Até que a menina tem a idéia de jogar o sapo na lagoa pra ele morrer afogado.
Era isto que o sapo queria e começou a gritar para enganar a menina:
-Menina, por favor, nãooooooooooo, lagoa nãoooooooooo, não quero morrer afogado.
A menina que gostava de fazer malvadezas, ficou toda feliz, contou até três e jogou o Sr Sapo
na lagoa.
Ele desapareceu e logo em seguida apareceu no meio da água cantando assim:
“O sapo não lava o pé, não lava porque não quer, ele mora é na lagoa não lava o pé porque não quer. Menina Mané”. E saiu cantarolando.
A menina ficou encolhida, tristonha, envergonhada. Dizem que ela não fez mais malvadezas com os animais. Dizem.
Na verdade quem se deu bem foi o Sapo que contava essa historia pra todo mundo que encontrava no caminho e no final sempre cantava assim:
“O sapo não lava o pé, não lava porque não quer, ele mora é na lagoa não lava o pé porque não quer. Menina Mané”.
Essa versão não é de minha autoria, ouvir em algum lugar e conto no HU (Hospital J.Alves), as crianças adoram.
O sapo com medo d’água é um conto popular,que foi passado de geração em geração através da oralidade,sem registro do autor. Como diz o provérbio: “Quem conta um conto acrescenta um ponto”.
Sucesso!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
História não tem hora
O CD “história não tem hora” é um projeto de minha autoria com Adilma Pinto (profª de História e contadora de histórias) que desde 2004 desenvolvemos esse trabalho juntamente com o grupo Prosarte (contadores de histórias voluntários) em creches , hospitais, escolas públicas e instituições.
O Cd conta com a participação especial do cantor compositor Minho San Liver, o contador de histórias Antenor Aguiar(Grupo Prosarte) e Marilene Costa (minha irmã poetisa e compositora Gospel).
O cenário do “história não tem hora” está recheado de músicas e contos com objetivos pedagógicos e espirituais: “O rei malvado que não acredita em Deus; a Semente que vence obstáculos para salvar um menino da fome; uma baratinha que sonha em casar e ser feliz para sempre”, em cada conto é revelado os anseios do ser humano como medo, fé , esperança solidariedade e amor que podem servir de suporte para necessidades especificas que cada ouvinte se encontra, desabrochando as suas emoções .
O desabrochar de emoções foi intensamente vivido no 1º Encontro Internacional de contadores CAIXA de histórias em Salvador, que nos trouxe dicas dos grandes mestres e pesquisadores da área do que é preciso para ser um bom contador de histórias:
- Tem que ter imaginação, muita imaginação.
-Fale com o coração
-Acredite no mundo do “era uma vez”
-Acredite em você, cada contador tem seu jeito, cada um tem que descobrir seu caminho.
Boa sorte e seja um feliz caminhante ...
Abraços
quarta-feira, 20 de abril de 2011
EU TROPEÇO E NAO DESISTO
No ano de 2006, especialmente no mês de dezembro, tive uma experiência única como mamãe Noel Contadora de Histórias no Calçadão de Aracaju.
No primeiro dia foi difícil enfrentar um público sozinha em espaço aberto. Sozinha como contadora de histórias, pois estava acompanhada pelo ilustre Papai Noel e sua assistente a Nonolete.
Na primeira semana conquistei um público especial: os meninos de rua.
Foram momentos lindos!
Certo dia uma garotinha de seis anos (que era explorada por sua família) disse-me:
- Tia por que a gente não pode ouvir suas histórias hoje?
- Quem disse isso? - Perguntei
- O guarda. – Ela respondeu com a cabeça baixa
- Foi mesmo? Vamos ver? Tive uma idéia genial! Vocês serão meus assistentes com os cartazes das histórias.
E eles fizeram um lindo trabalho!
Foi com o primo dessa garota que aprendi a amar a história “ Eu tropeço e não desisto” de Giselda Laporta.
Todos os dias, ele dava um jeito de escapar da mendicância, ia na casa do Papai Noel (nosso espaço) e dizia:
- Tia conta a história da moça do vestido azul?!
Foi aí que percebi o encanto, a força e o mistério dessa linda história, que até hoje conto com amor e entusiasmo.
No primeiro dia foi difícil enfrentar um público sozinha em espaço aberto. Sozinha como contadora de histórias, pois estava acompanhada pelo ilustre Papai Noel e sua assistente a Nonolete.
Na primeira semana conquistei um público especial: os meninos de rua.
Foram momentos lindos!
Certo dia uma garotinha de seis anos (que era explorada por sua família) disse-me:
- Tia por que a gente não pode ouvir suas histórias hoje?
- Quem disse isso? - Perguntei
- O guarda. – Ela respondeu com a cabeça baixa
- Foi mesmo? Vamos ver? Tive uma idéia genial! Vocês serão meus assistentes com os cartazes das histórias.
E eles fizeram um lindo trabalho!
Foi com o primo dessa garota que aprendi a amar a história “ Eu tropeço e não desisto” de Giselda Laporta.
Todos os dias, ele dava um jeito de escapar da mendicância, ia na casa do Papai Noel (nosso espaço) e dizia:
- Tia conta a história da moça do vestido azul?!
Foi aí que percebi o encanto, a força e o mistério dessa linda história, que até hoje conto com amor e entusiasmo.
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